Sítio dos Anjos

Comunidade Sitio dos Anjos
Um caminhar que é caminho

“Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”
(Alceu Valença)

Há oito anos atrás iniciava-se a caminhada da Comunidade Sitio dos Anjos em Ribeirão Pires.
Significativo o fato de não chamar-se apenas “Sitio dos Anjos”, o nome original da propriedade, mas “Comunidade”, pois é assim que este lugar tenta servir o Povo de Deus semeando as sementes do Reino.

Comunidade Sitio dos Anjos
Um caminhar que é caminho

“Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”
(Alceu Valença)

Há oito anos atrás iniciava-se a caminhada da Comunidade Sitio dos Anjos em Ribeirão Pires. 
Significativo o fato de não chamar-se apenas “Sitio dos Anjos”, o nome original da propriedade, mas “Comunidade”, pois é assim que este lugar tenta servir o Povo de Deus semeando as sementes do Reino.


Comunidade onde interagem os padres da Congregação do Espírito Santo, os leigos da Fraternidade Secular Charles de Foucauld, os funcionários que a cada dia mantém o espaço para acolher quem quer que seja, tantos e tantos voluntários que de longe e de perto colaboram de várias maneiras. Todos numa perfeita sinfonia para que a semente frutifique em solo fértil (Mt 13, 8).
O que alimenta a Comunidade é de fato a utopia do Reino, o “não ainda” do novo céu e da nova terra. O” não lugar” é a força da caminhada! A utopia nos tem guiado: mentes e corações que perseguem com generosidade o acolher com alegria, o testemunhar com gratidão.
Sem qualquer pretensão somos conscientes de que àqueles e àquelas que chegam levam uma mensagem: como foi bom estar aqui!
Nestes oito anos de caminhada temos muito que agradecer e nos alegrar.
Alegra-nos ver o rosto feliz das crianças da Favela da Vila Prudente, e suas mães que ao dar uma “pausa” no cotidiano massificado da cidade grande enxergaram , mesmo que num vislumbre outros horizontes. Graças ao contato com a natureza exuberante do Sítio e a ação pedagógica dos professores e monitores do Centro Cultural da Favela da Vila Prudente conseguem experimentar aquilo que o Papa Francisco fala na Laudato Si: a experiência de se viver a ecologia integral;
Alegra-nos receber os leigos da “Fraternidade Secular Charles de Foucauld” que na simplicidade de sua espiritualidade, fazem do sitio o seu Deserto para o encontro com Deus e onde encontram motivos para lutar ao lado dos pobres. É uma escolha do coração pois no Sitio tentam atualizar a mensagem de Charles de Foucauld vivendo aqui os “Retiros de Nazaré que os impulsiona a ser “fermento na massa”.
Alegra-nos a satisfação com que as “Oficinas de Oração e Vida” desfrutam dos caminhos, das alamedas, das sombras das árvores, da capela para o silenciamento e encontro com Deus.
Alegra-nos o espirito de solidariedade, amizade e luta dos jovens do “MIRE – Mística e Revolução”, coletivo de jovens idealizado por Frei Beto e que aqui sentiram-se acolhidos, “em casa” e incentivados na luta “por um outro mundo possível”. Quanto aprendemos com eles!
Alegra-nos as comunidades paroquiais de perto e de longe que pouco a pouco vão descobrimento este espaço e que encontram no sítio um local adequado para rezar, celebrar, repensar iniciativas e projetos.
Alegra-nos os jovens irlandeses que nestes dois últimos anos tem nos brindado com sua presença. Com eles somos capazes do falar a língua universal da solidariedade. Que maravilha ver o empenho deles no trabalho voluntário, quanta simplicidade e interesse! Culturas diferentes que não impedem um acolher mútuo.
Alegra-nos a disponibilidade dos padres Hugo, Leonardo e Patrick que não medem sacrifícios em atender os grupos exercendo com generosidade o ministério sacerdotal; o valor que dão aos leigos, o incentivo, a confiança, integrados e interessados que estão a tudo o que acontece no sítio. São sacerdotes que não impõem distâncias, que não demarcam espaços proibitivos e hierárquicos.
Alegra-nos a dedicação e amor com que os funcionários e voluntários do sítio cuidam das pessoas, da natureza, das construções. É outra a relação!
Alegra-nos a integração que conseguimos estabelecer entre nossas famílias e o projeto do Sitio dos Anjos. Muitas delas sem vínculos religiosos mas que se sentem bem em estar aqui, que fazem questão de vir, e de dizer de alguma forma: “conte comigo!”
A travessia é longa. O mundo convida à divisão. É preciso construir pontes: testemunhar que vale a pena viver na simplicidade e integrados com a Mãe Terra. Buscar a “ecologia integral”; testemunhar que vale a pena a partilha de dons, de bens por uma causa maior.
O Reino vai se construindo no mundo das possibilidades, ele a todo momento se apresenta com seus sinais.
Canta o poeta: “ Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais!”
Escutando os sinais estamos à caminho!

Fraternidade Charles de Foucauld, Grupos de Ribeirão Pires e Suzano
Fraternidade Tamanrasset – Sitio Nazaré Ribeirão Pires
Adeide, Alaide, Edezio, Efigenia, Euzimar, Gilberto, Gilson, Heleninha, Lourdes ,Marcia, Maria Julia, Marinice ,Miguel , Renato, Teresinha, Toninho e outros......